A vida de Diane. Mas que vida é essa afinal?

Quando acabou a sessão, em uma cabine realizada para jornalistas, eu percebi que a pressão no peito estava grande. Uma tristeza imensa me invadiu, do tamanho do cenário cinza e da expressão desolada de uma mulher, a Diane, do titulo. O filme de Kent Jones com produção de Martin Scorsese estreia dia 9 de maio nos cinemas e traz uma performance forte de Mary Kay Place, de outras atuações marcantes em filmes como “Quero Ser John Malkovich”, “O Homem Que Fazia Chover”, “Garota Interrompida”, “New York, New York”, “O Reencontro” e nas séries “M.A.S.H.” e “Mary Hartman, Mary Hartman”.

Em uma vida nada fácil, Diane é uma viúva na casa dos 70 anos que vai levando sua vida em função de uma prima doente, do filho viciado em drogas, das pessoas carentes que ajuda, dos amigos que vão morrendo e de uma culpa enorme que a impede de se olhar. 

Tem muita gente boa no filme, como Estelle Parsons (vencedora do Oscar por “Bonnie e Clyde”), Phyllis Somerville (“O Curioso Caso de Benjamin Button”), Joyce Van Patten (“Mikey and Nicky”), Deirdre O’Connell (“Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”), Andrea Martin (“Casamento Grego”) e Jake Lacy (“Carol”), que interpreta Brian, filho de Diane.

Kent Jones disse que a inspiração veio das suas tias avós e de sua infância e foi bem recebido pela crítica. As cenas da cozinha, por exemplo, remetem a cenas vividas e bem conhecidas por nós com nossas famílias.

A recomendação também vem dos três Prêmios no Festival de Tribeca: Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia. Também foi selecionado para os festivais de Locarno (Menção Especial Prêmio do Júri Ecumênico), Chicago, Marrakech, Istambul, Hong Kong, Atenas, etc.

O que me pegou no filme foi a beleza das cenas em que protagonista dirige. Parece que vamos nos deixando levar nas emoções de Diane e  nas retas e curvas de estradas que vão e vem, sinalizando a vida que ela leva em uma paisagem inóspita de inverno, regada à neve que cai silenciosa. 

Parece que o tempo que vai passando rapidamente para ela também vai passando para nós, que assistimos seus fragmentos de memória se esvaírem para que, talvez, ela possa reinventar sua existência. Mas o tempo, ah o tempo, como é poderoso e inflexível. 

“A vida de Diane” não é um filme fácil e muito menos para todos os públicos. É um filme para quem se importa com as rasuras do destino perigosamente levando os sentimentos a um ponto sem volta. É um filme do desassossego, mas é um belo filme com uma atriz que não tem barreiras.

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