Maria Valéria Rezende, em SP e Santos

Essa querida e excelente escritora está de volta com “Carta à rainha louca” e estou louca para ler. É uma obra ficcional baseada em pesquisas realizadas nos últimos 30 anos e inspirada por fragmentos dos autos de um processo incompleto, encontrado por ela no Arquivo Ultramarino de Lisboa, contra uma mulher acusada de fundar um convento clandestino em Minas Gerais sem ordem da Coroa. O livro, publicado pela Alfaguara, foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural e tem lançamento nesta quinta (11) às 19h, na Biblioteca Mário de Andrade, com bate-papo com a autora, a escritora Paula Fábrio e o jornalista Claudiney Ferreira, gerente do núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural. Amanhã será a vez de lançamento e autógrafos na Livraria Martins Fontes, em Santos. 

O romance é inteiramente ficcional, escrito na forma de uma hipotética carta à rainha Maria I, de Portugal, em que a narradora é a protagonista dos fatos. O contexto e a trama são fundamentados em ampla pesquisa sobre a história da vida religiosa feminina no Brasil Colônia e das mulheres em geral no período. Na carta, a mulher tenta reaver sua liberdade e expor a situação dolorosa das mulheres sem fortuna no Brasil colonial.

“Havia apenas duas cartas-relatórios dos visitadores mandados pelo Arcebispo da Bahia para investigar a questão, uma favorável e outra contra a mulher, e uma carta de próprio punho da acusada, defendendo-se em um texto, a meu ver, cheio de ironia e audácia”, conta a escritora. “Eu não soube o que lhe aconteceu depois. Minha imaginação voltava sempre a ela, a atribuir-lhe uma biografia e um possível desfecho, estimulada por um sentimento de solidariedade e do dever de dar-lhe voz”, diz. “Inventei a sua biografia, ao longo de 30 anos, e continuei a ler e pesquisar as mulheres na Igreja, e especialmente as freiras, já pelo simples interesse pessoal no assunto e mais tarde como parte da minha dissertação de mestrado.”

Na obra, Maria Valéria escreve em uma linguagem plausível no Brasil do século 18 e legível no século 21, o que implicou em um longo trabalho de pesquisa de vocabulário e de construção da linguagem. Para isso, releu escritores dos séculos 17, como os sermões do Pe. Antônio Vieira em folhetos originais – primeiras edições, que, por acaso, ela tem encadernados em pergaminho – e do próprio século 18. “Outra provocação foi dar voz a uma mulher do século 18, com minha cabeça feminista dos séculos 20 e 21, sem soar falsa”, fala. “Mas creio que o recurso criado para contornar esse problema tornou o texto mais interessante”, ela acredita. 

Lançamento de Carta à rainha Louca

De Maria Valéria Rezende (foto da autora por Adriano Franco)

São Paulo

Dia 11 de abril às 19h

Com bate-papo com as escritoras Maria Valéria Rezende e Paula Fábrio e Claudiney Ferreira, gerente do núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural, seguida de sessão de autógrafos

Duração da conversa: 90 minutos

Auditório da Biblioteca Mário de Andrade

170 lugares

Entrada gratuita (retirada de ingressos 1h antes na recepção)

R. da Consolação, 94 – República

Fone: 3775-0002 

Santos

Dia 12 de abril

Das 17 às 21 horas

Livraria Martins fontes

Av. Ana Costa, 530 – Gonzaga, Santos

Telefone(13) 3289-5657

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