Exposição Entrelaçamentos em Santos

A exposição “Entrelaçamentos” traz para Santos as histórias tecidas pela antenada, dinâmica e estudiosa artista plástica Regina Helene. Ela desvenda a expansão da escultura em uma rica diversidade de formas, cores e volumes, onde linhas e cordões dialogam com os elementos e os espaços cromáticos, em um resultado corajoso e instigante. Trabalho muito bacana que me surpreendeu e encantou, assim como a Regina Helene também. Nos conhecemos há pouco tempo mas sua energia é contagiante. Pessoa forte que vai fundo no que se dedica e, agora, está de corpo e alma envolvida com sua arte. Espero que muitas pessoas possam também ter esse contato. A mostra será na galeria Braz Cubas, que fica no Centro de Cultura Patrícia Galvão (onde tem o teatro Municipal de Santos) e fica até o fim do mês. O coquetel de abertura será na quinta-feira (14) das 19 às 22h. Fica aqui o convite para os amigos e amigos dos amigos.

Exposição Entrelaçamentos

Todos estamos ligados por uma teia invisível, o que se faz para um, se faz para todos. Partindo desse conceito, a arte da artista plástica Regina Helene reflete a ligação entre diferentes objetos que juntos ganham uma nova identidade e uma nova significação. A mostra “Entrelaçamentos” reinventa tramas como vínculos que unem e transformam.

“A técnica foi me chamando”, ela conta. Nas pesquisas do feminino encontrou respostas na Mitologia, quando descobriu que a tecelagem era feita pelas deusas.  “E não era uma coisa estética, em seus trabalhos elas narravam o futuro tecendo o sagrado do cotidiano. Depois, na era industrial, a tecelagem aparece como uma arte que virou sustento para as mulheres”.

Guiada por essa força gerada pelo feminino, Regina foi procurar o que havia de arte fora do crochê e do bordado, e descobriu uma técnica ucraniana com a lã Merino, usando uma agulha especial, trabalhando os pontos da lã e formando figuras. “Fui mergulhando e me apaixonando por esse universo e resolvi também escrever as minhas histórias no tecer, apurando a mistura de fios e panos, encadeando nós e retraçando os caminhos”.

Aos poucos começou a fazer o próprio tecido de suas obras, com uma máquina de polir taco. “Juntava a lã, colocava água com sabão de oliva e passava essa máquina para que os fios formassem uma trama. Inicialmente as obras estavam enquadradas nas molduras, mas aos poucos foram ganhando liberdade, flutuando, buscando espaços e libertando também as minhas emoções”.

Depois de trabalhar anos em projetos sociais também lidando com arte na comunidade próxima ao hotel de sua propriedade, em São Roque, ela descobriu e se encantou com o novo caminho: “Quando eu entrei nessa arte, só meu lado luminoso apareceu, acabou a melancolia, o peso, a tristeza, a falta de sentido. É um mergulho num lado que eu nunca tinha percebido e agora tudo mudou’.

Para o curador, Waldo Bravo, a obra de Regina traz a desconstrução da matéria como elemento estrutural predominante: “É seu território simbólico, no qual ela manifesta toda a sua personalidade. Essas linhas e cordões dialogam com os volumes, com os preenchimentos e com os espaços cromáticos, outorgando a esses elementos que compõem a obra pesos e valores visuais diferenciados, conseguindo um resultado livre e corajoso, fruto dessa harmonia de excessos. Os trabalhos de Regina são selvagens ao extremo e, ao mesmo tempo, aconchegantes, e é justamente essa característica que torna sua obra atraente ao nosso olhar.

Sobre a artista

Regina Helene nasceu em São Paulo e tem formação em Direito pela PUC. Autodidata, encontrou na arte a melhor forma para se expressar, inicialmente na escultura, depois na pintura e há cerca de um ano na técnica que permite a expansão da escultura com volumes flexíveis aglutinados, costura informal de linhas e rendas gráficas aliados a múltiplos materiais.

Participou de exposições individuais e coletivas em espaços como o Salão de Artes Plásticas de Arceburgo, SBBA Sociedade Brasileira de Belas Artes (Rio de Janeiro), Salão Oficial de Belas Artes Antônio Parreiras (Juiz de Fora), Museo Metropolitano de Buenos Aires, Art Canton Guangzhou Jinhan Exhibition Centre , 6ª. e na 7ª. Grande Exposição de Arte Bunkyo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Além desses, mais recentemente expôs na Mostra Reticências do Clube de Golfe Vila da Mata, no 5º. Salão de Outono da América Latina, no Blue & Blues no Espacio Uruguay, Mostra Múltiplas Expressões da Poesia na Casa da Fazenda do Morumbi e na Galeria Tribo.

Exposição Entrelaçamentos | Regina Helene

Inauguração dia 14 de março, das 19 às 22 horas

Visitação de 15 a 31 de março, das 13 às 18 horas

Galeria de Arte Braz Cubas

Av. Sen. Pinheiro Machado, 48 2º piso

Vila Mathias – Santos

Informações (11) 99910.4968

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